domingo, 29 de outubro de 2017

25 e mais além...

Finalmente 25...
e com ele o medo de não ser, especificamente, alguém com algum sucesso.
Como se alguém ficasse contando o tempo, o tempo todo, tic tac, tic tac, tic... tac...
Existe um certo medo em chegar a uma certa idade e não ter chegado a lugar algum.
De onde vens, para onde vais, em que tempo, onde, como e quando...
São devaneios.
Existe uma certa singeleza nos devaneios, uma leve pitada de loucura, um punhadinho de fantasia.
Tem um tropeço, uma lacuna, um algo-a-ser-dito, um leve aroma de "não sei"
Deve ter relação com a desconexão entre os dois tempos.
O do relógio, cronológico; e ao que ele não se curva, que a ele não se detém, lógico.
Quisera ver com esses olhos, menos lúgubres, que há uma certa singeleza no tempo.
Que com o tempo, alcançamos esse lugar singelo de ser alguém, para além do tempo, da idade, dos protocolos.
No fim do dia, o que fica, não são as 24 horas, mas o tempo vivido.
24 horas não tem o poder de comportar o riacho que é viver.
25 anos não tem o poder de definir o curso dos Rios...
Ainda insisto, com um pouco mais de persistência, existe uma certa singeleza no tempo.
E o medo de ficar pra trás, só assusta quem tem medo de seguir em frente.
É também a singeleza do devaneio - um medo que só é de Um, e de mais ninguém.

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