Muito além da compreensão "humana", sou distante do pensamento normal de qualquer pessoa banal. Me entender é questão apenas de saber sentir, ouvir e ler.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Antes que eu acorde...
Meio solto, meio apegado a dor, meio desesperado por silêncio... Silêncio interno, claro. Paz de espírito, por bem dizer. É como se a calma fosse distante, mesmo que você esteja distante do seu pecado. Mas será que dessa forma, também não se afastou do afago? É inverossímil, ou humildemente incoerente supôr apagar a dor com o tempo, embora existam promessas escritas a ferro e fogo de que o tempo cura tudo. Mas, se trata de uma enfermidade? Realmente, é disso que se fala? Porque estamos presos a uma vida de vícios e dependências? Adictos por amor, por alguém, por companhia. E na solidão, desesperado, recorre a um trago a mais de qualquer coisa que nos sirva de paliativo: fast-sex. E enerva a dor, a sujeira, a nojeira, a solidão. E se desmascara o medo, o receio, o pavor... E é um mistério dentro de um pesadelo. Um filme de terror durante o sono, ou sonho. Parece que tudo se resume ao tempo que passa enquanto não devia passar nada, enquanto deveria haver paz. Mas de que paz se trata? De ter um pouco mais da droga do amor, um pouco mais dessa droga de amor? E parece que já não se fazem mais amores como antigamente. Ou que já não se ama mais como antigamente. Ou que talvez, jamais se possa amar, como antigamente. O ciclo da vida se põe a mesa como tarô: nasce, cresce, reproduz e morre. E morre! E que se tomem nota dos amores que se negam a morrer; esses devem ser encarcerados perpetuamente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário