Entre o tempo do passado e o do sentido, houve um abismo entre o que ocorreu em nossos mundos.
Já não sei mais até que ponto me inseri no teu meio de vida, onde de certo modo, você já me retirou sem o uso da licença.
Entretanto, nunca houve um mandado de busca e apreensão para revistar a minha vida, e ainda assim você o fez.
Espero que o teu mundo esteja ajustado ao teu contexto presente, mas de certa forma isso já não me importa mais.
O que sobra é apenas o dejeto dessa relação. Apenas restou o espaço depositário das nossas sobras.
É um cemitério, talvez.
Espero com sinceridade que encontre alguém que te ame como eu, que se a distância não pesar, não se tornará loucura.
Só um último aviso: já não se fazem mais amores como antigamente.
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