domingo, 17 de novembro de 2013

Desamarrado

Se fosse possível, quais seriam as consequências de o ponto de capiton afrouxar e o nó borromeano se desfazer?
E se a loucura for o resultado, em qual ponto ela seria pior que a mortificação diária dentro de uma relação pseudo-bilateral?
Falando em saúde, onde se localiza o amor doentio?
E, quando doente, onde se enquadra a projeção do outro que não se ativa diante do porém?
Por quanto tempo o suporte simbólico suportaria dar conta daquilo que não se re-apresenta?
Até onde a bengala imaginária dá suporte a essa falta, a esse furo?
Em que local se encontra a fluidez de um doente de amor?
E como posso de fato assimilar o espectro dele ao sintoma da minha psicopatologia afetiva-possessiva?
Onde se situa o coração inerte, o amor cego, a paixão castradora, a ausência do amor próprio?
Onde se inicia e onde se termina o elo de falsa completude?
Dói!

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