Da sua parte, espero menos que afeto
espero o olhar, o toque, a paixão
da minha parte, te dou o maldito amor.
Visto que só se pode amar em mão dupla
tô esmagado pela dor de amar a sós,
ainda que o jantar a luz de velas
conte com sua presença (ausente?)
Silente, te recebo te portas
e braços abertos (pernas?)
Se te digo vá, você fica
se clamo que fique, você atira em mim
a solidão verbal de te ouvir em silêncio.
E reclama do meu humor, sem notar
que minha ignorância vem na medida
da sua inconveniência.
Sem perceber que meu amor vem na medida
da tua ausência.
E que o meu desprezo vem a medida
das tuas reticencias.
E por mais que eu grite "fique", você atira em mim
a solidão verbal de te ouvir em silêncio.
Pois que parta e (re)parta, que divida as
mudas de tua árvore seca, de tua vida senil.
Mas me deixe aqui, aguando o meu broto
com lágrimas.
... da minha parte, te dou o maldito amor.
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