A vida tem as respostas que lhe convém. A ela só cabe saber aquilo que por ela passa, pelo que ela sente.
É estranho re-pensar em um infinito que seria só meu, onde na verdade, já é.
É como se eu tivesse delimitando o meu reino.
E disso eu não entendo nada.
Porque meu reino nunca foi meu.
Eu só sei que sou intercedido pela soma do que já fui.
Dos amores, dissabores, desarranjos e descompassos.
Sou um produto fiel da fábrica que minha vida foi.
Produção manufaturada, cheia de cuidados e melindres.
Por isso me fez sensível.
Ao toque, aos sonhos, aos homens.
Aqueles quais não posso tocar.
Me refiro aos homens da língua machista: homens e mulheres.
Os encontros que tive com o humano durante a vida me fizeram ser quem sou.
E acho que assim que penso meu infinito.
Uma colcha de retalho formada por grandes e pequenos encontros. Passagens imaculadas por mim, já que é meu infinito particular.
E em todo o fim, só espero que seja agridoce.
Melhor sabor.
Como minha vida é.
Muito além da compreensão "humana", sou distante do pensamento normal de qualquer pessoa banal. Me entender é questão apenas de saber sentir, ouvir e ler.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Infinito Particular
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