sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sobre os laços...

A natureza humana implica essencialmente viver em sociedade. E disso se tira que devemos nos relacionar com os outros, os mesmos, os demais...
Embora se espere que isso seja natural, que se dê de maneira fácil, não veio no manual da vida cotidiana as formas de lidar com essa vida... E o que parece ser estranho é que ninguém consegue falar em voz alta o quanto isso consegue ser sufocante. Veja: como pode ser natural uma relação a dois onde um é suprimido pelo outro? Como pode ser de difícil trato uma relação binária, entre pares? 
No manual da vida cotidiana (que porventura não existe) está descrito um ciclo de vida vicioso: nasce, cresce, reproduz, reproduz, reproduz... E morre. 
Mas não se perguntam o que está sendo reproduzido, porque não mais se falam apenas de corpos físicos. Principalmente em um mundo superpopuloso. 
Se reproduzem os discursos, os pensamentos, as ideologias que produzem alienação, os medos, angústias. E vivemos numa era de autômatos, seres robóticos programados para movimentos específicos. Os de fuga e esquiva se destacam, por conta da fragilidade das suas relações. Então, percebemos que é nisso que tange a dificuldade de se relacionar. Somos robôs, ou estamos robóticos. E inclusive, falamos de amor e até amamos, porque fomos feitos pra isso: para amar ao próximo como a si mesmo. 

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